// Porto Alegreieieieie

Junho 4, 2006

Aviso: este é um post do estilo “Diarinho”. Tem até fotos que, se fossem reveladas, estariam anexadas na página com um clips rosa.

Quando vou pra Porto Alegre, sempre volto com a certeza de que aprendi algo mais. Já disse isso algumas vezes e reforço agora mais uma vez. Seja pra aprender besteiras ou que existem pessoas mais perdidas nesse mundo do que eu, tanto faz.

Dessa vez tive que ir à capital gaúcha pra testar o quando de sorte eu possuo respondendo questões sobre as diversas áreas. O chamado Simulão, que acontece todos os anos, serve mesmo pra ver o quanto você consegue acertar questões respondidas a esmo, levando em conta que você não estudou porra nenhuma.

Chegando no destino, fomos recebidos com uma chuva de papeis picados, o que mostrava que eles gostavam bastante da gente, chegando a ponto de quase nos venerar como reis mongóis. Ahm, err…na verdade não foi bem isso. Estavam é distribuindo em todo e qualquer canto aqueles papéis de faculdade que ninguém lê e que só serviram para o pessoal que foi ao ginásio dobrar e confeccionar sua própria frota de aviõezinhos de papel, com todas formas, cores e tamanho. Veículos esses que, logo depois, eram atirados no ar até atingir em cheio o olho de alguém.

Como eu disse antes, o nome do evento era Simulão, uma variação de “simulação”. Apesar de saber bem pouca coisa, sei que simulação é…porra, simulação é simulação, você sabe. No caso citado, seria uma simulação para a prova do vestibular. O que ninguém avisou, é que essa prova não teria nada – tirando as questões – de uma simulação do vestibular. Para se ter uma base, a prova foi aplicada em um ginásio que serve para a realizações de jogos de futebol e show nacionais e internacionais, com o forrmato parecido com os dos teatros da antiga Roma. Em volta da quadra de futebol, haviam cadeiras e arquibancadas. E foi nessas cadeiras e arquibancadas que a todos se reuniram, discutiram idéias e trocaram respostas, na maior alegria. A não ser que as provas de vestibular sejam uma espécie de reunião em volta de uma fogueira, com alguns tocando violão e o resto todo colando as questões de química daquele que mais tem cara de nerd, eu não entendo porra nenhuma do que seja um “simulado”.

Depois da tal prova ser devidamente (tá, nem tanto) respondida, nos dirigimos ao Xópis que se encontrava há uns quinze minutos do ginásio Gigantinho. “Agora é só alegria”, eu pensei. Vamos comer alguma coisa, dar umas voltas por aí e ir para a nossa tão amada e estimada (tá, nem tanto) Montenegro. Mas como Murphy é um cara muito alegre, divertido e baita filho da puta, alguma coisa tinha que acontecer. Um dos caras que havia vindo com a gente tinha sumido. E não apenas dentro do Shoping. O cara estava perdido em Porto Alegre. Foi então que numa genial idéia de um outro amigo nosso, fomos procurar o bendito sumido na rua, enquanto as gurias que foram junto na viagem ficaram procurando nos interiores das lojas lá dentro.

Sabe, eu nunca tive tanta vontade de ser mulher na minha vida. Sim, pois pra mim, um grupo de magrelos de certa forma bem vestidos, sair à noite, em Porto Alegre, pra procurar alguém que estava sem celular, era apenas um outro nome para “suicídio imbecil” – ou algo bem próximo disso. Enquanto saíamos, tentei, covardemente admito, procurar uma desculpa para voltar à segurança do Shoping. Não consegui e sentia, a cada passo que dava, que uma desculpa se tornaria uma súplica muito fresca para me deixarem voltar. Percorremos o caminho todo ao lado de um parque mal iluminado, o que quase deixava minhas cuecas com um tom amarronzado.

Mas até que foi bem tranqüilo, levando em conta que o único contra-tempo foi que um bando de colorados com pinta de marginais passaram pela gente, e tivemos que trocar de time por alguns segundos. Encontrado o garoto, voltamos todo o caminho. Passado o susto e resolvidas as mentiras que contamos pros pais do guri, pra que eles não tivessem um ataque cardíaco, entramos no ônibus e, aí sim, nos dirigimos pra querida, amada salve, salve (tá, nem tanto) Montenegro.

Não vou dar detalhes, mas o caminho de volta me fez pensar que o número de mulheres precisa urgentemente ultrapassar em mais que o dobro do número de homens, antes que o mundo vire uma grande putaria homosexual.

Enfim, foi divertido bagaralho, apesar de eu ter acertado 29 das 90 questões que eu tinha respondido na tal prova. Acho que vou num dia que o Orkut disser que “Hoje você está com sorte!

Abaixo, fotinhos que só eu vou achar engraçadas.


Com essa foto posso estar, de forma bem sutil, chamando a mim mesmo de viado, mas que seja. É engraçada pacas.


Eu e meu primo, da direita pra esquerda. Aquele sinal com as mãos foi para nos acostumarmos com o ambiente, lotado de manos “Yô”.


Eu e Mano Brau, com um Power Ranger que teve um acidente de moto e perdeu as duas mãos. Hoje ele usa capacete. Mas não tem as duas mãos.


Com essa mala alí acima, tive os diálogos mais idiotamente engraçados do dia. O mais panaca é esse logo transcrito abaixo.

Subindo a escada rolante, Oberdan aponta duas gurias, olha pra mim e diz:- Olha lá, Alemão. Tá ‘pragente, uma pra cada um.- Cara, eu tenho namorada.- E daí, eu também.- Mas, ao contrário de ti, eu respeito a minha.- Ah, cara, eu também!…Mas olha aqueles peitos!

(Nota do Autor: Juro que o diálogo não foi modificado para evitar possíveis desentendimentos futuros entre casais. E Ananda, EU NÃO OLHEI PROS PEITOS DELA!)(Nota do Autor²: Por favor, pessoas que foram junto. Eu tenho uma memória tão ruim quanto alguém que tem Mal de Alzheimer. Então por favor, se vocês lembrarem de mais alguma coisa engraçada ou frase imbecil do Oberdan, me fale!)

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